Responsável por diversas lesões e doenças no corpo humano, o vírus HPV também pode infectar crianças de todas as idades. O surgimento de verrugas e outras lesões exemplificam a ação do vírus no corpo, que além de atingir a pele também pode acometer as mucosas, provocando o surgimento de verrugas que necessitam, muitas vezes, de intervenção cirúrgica.
O HPV pode infectar diferentes regiões do corpo, como boca, ânus, garganta, pés e mãos. O agravamento dessa doença também pode resultar em verrugas que antecedem o surgimento de câncer no colo do útero, na garganta ou até mesmo no ânus. O vírus é uma infecção contagiosa, que normalmente é transmitida pelo contato com a pele e através do ato sexual. Diferente de outras infecções, o HPV não necessita da troca de fluidos corporais para essa transmissão.
Normalmente, o contágio também ocorre por meio de um indivíduo infectado para o outro, via objetos de uso pessoal, como toalhas, sabonetes e roupas íntimas. Crianças também podem ser contaminadas em casos de abuso sexual.
Durante a gravidez, os condilomas (verrugas genitais) podem sangrar na hora do parto, mas não dificultam o trabalho em si. O risco de contaminação dos bebês é baixo, porém em casos atípicos, os condilomas podem ser transmitidos e se desenvolver na laringe ou nas cordas vocais do recém-nascido, exigindo que haja tratamento.
A vacinação contra o vírus HPV faz parte do calendário de vacinação brasileiro, que abrange crianças a partir dos 9 anos de idade. Para meninas, o calendário se estende dos 9 aos 14 anos e para meninos, dos 11 aos 14. Essa imunização está disponível gratuitamente pelo SUS. A vacina também pode ser aplicada em todos que deram início à atividade sexual, mas que não estejam infectados – para gestantes, é recomendável que a vacinação seja feita após o parto.
Além da prevenção habitual do uso de preservativos e da vacinação, vale lembrar que o HPV não tem cura e não há medicamentos para o tratamento contra o vírus já instalado.